Minha Pumpkin Pie de Halloween: uma receita, uma tradição e uma porta para outras possibilidades
Eu nunca tinha provado uma verdadeira Pumpkin Pie e, na primeira tentativa, nem gostei tanto assim. Até descobrir que ela ficava maravilhosa gelada! Inspirada na receita da Rita Lobo, do Panelinha, comecei a adaptar a minha versão: troquei a abóbora pela moranga cabotiá, ajustei as especiarias, retirei a noz-moscada e, para completar, coloquei chantili por cima. O resultado virou uma deliciosa tradição de Halloween.
ATREVENDO-SE
Cinthia Lacerda
9/27/202612 min ler


Minha Pumpkin Pie de Halloween: uma receita, uma tradição e uma porta para outras possibilidades
Eu nunca tinha comido a tradicional torta de abóbora americana. Descobri a receita por curiosidade, adaptei para o meu gosto e, no caminho, descobri que talvez eu goste tanto dessa torta quanto gosto do próprio Halloween: porque os dois me lembram que sempre existe espaço para experimentar, imaginar e criar uma versão diferente da realidade.
Eu preciso começar essa história confessando uma coisa: eu nunca tinha comido uma verdadeira Pumpkin Pie americana. Nunca. Eu conhecia a imagem da torta, claro. Já tinha visto em filmes, séries, mesas de Thanksgiving, festas de Halloween e aquelas fotografias lindas em que tudo parece ter sido cuidadosamente colocado sobre uma mesa de madeira, cercado por folhas de outono, abóboras, velas e uma iluminação dourada. Mas saber que uma comida existe e realmente saber qual é o gosto dela são duas coisas completamente diferentes. Eu não tinha nenhuma referência. Não sabia se era muito doce, se era cremosa, se tinha gosto forte de abóbora, se as especiarias apareciam mais ou menos, se eu iria amar ou simplesmente achar estranho. Então, quando decidi experimentar, procurei uma receita que me desse uma boa base. Foi assim que encontrei a Torta de Abóbora (Pumpkin Pie) da Rita Lobo, publicada no Panelinha. A receita apresenta a Pumpkin Pie como uma sobremesa tradicional americana, especialmente associada ao Thanksgiving, e traz a combinação de abóbora, ovos, açúcar, creme de leite e especiarias. Foi essa receita que me apresentou oficialmente à torta. E eu digo “oficialmente” porque, naquele momento, eu ainda não sabia que estava começando uma pequena tradição de Halloween.
Fiz a primeira seguindo a receita praticamente à risca. Afinal, se eu nunca tinha comido aquilo antes, como saberia o que deveria mudar? Eu queria experimentar a receita como ela tinha sido pensada originalmente, justamente para entender qual era o sabor daquela famosa torta americana que eu só conhecia de ouvir falar. E então aconteceu uma coisa engraçada: eu provei e não gostei muito. Não achei horrível, não foi um desastre culinário, não precisei jogar a torta pela janela. 😂 Mas também não aconteceu aquele momento cinematográfico em que você dá a primeira garfada, fecha os olhos e pensa: “Meu Deus, onde isso esteve a minha vida inteira?”. Foi mais um “hmmm… tá”. E talvez a história tivesse acabado ali se eu tivesse decidido que aquela era simplesmente uma sobremesa que não combinava comigo. Só que, em algum momento, eu comi a torta gelada. E foi aí que alguma coisa mudou. Eu amei. Sério. Parecia outra sobremesa. A textura, a temperatura, a combinação com as especiarias… tudo começou a fazer muito mais sentido para o meu paladar. E foi justamente aí que nasceu a ideia de que talvez eu não precisasse simplesmente decidir se gostava ou não daquela receita. Talvez eu pudesse descobrir como eu gostava dela.
Quando uma receita deixa de ser de alguém e começa a ser nossa
Existe uma coisa que eu adoro na cozinha: uma receita pode começar como uma instrução, mas terminar como uma história. Você encontra alguém ensinando uma massa, um molho, um bolo ou uma torta; faz exatamente como está escrito; depois começa a experimentar. Troca um ingrediente porque não encontrou o original. Diminui uma quantidade porque achou forte demais. Acrescenta alguma coisa porque gosta. Retira outra porque não faz falta. E, quando percebe, aquela receita já não é mais exatamente a receita que você encontrou. Ela virou a sua versão. Foi exatamente o que aconteceu comigo e com a Pumpkin Pie. Depois da primeira experiência, comecei a adaptar uma coisa aqui, outra ali. Troquei a abóbora pela moranga cabotiá, que é como costumamos chamar por aqui no Sul, e fui ajustando as especiarias para o meu gosto. Não coloquei as mesmas quantidades que a receita original sugere e retirei a noz-moscada. Não porque a receita da Rita estivesse errada — muito pelo contrário. Ela era justamente o ponto de partida que eu precisava. Mas existe uma diferença entre aprender uma receita e descobrir o seu jeito de fazer aquela receita.
E então veio o que, para mim, foi a cereja do bolo. Ou melhor: o chantili da torta. 😂 Comecei a colocar chantili por cima de toda a torta. E aí, minha amiga, acabou a discussão. Para mim, ficou um espetáculo. A torta geladinha, cremosa, com aquele sabor delicado de moranga e especiarias, junto com o chantili… pronto. Era isso. Eu tinha finalmente encontrado a Pumpkin Pie que fazia sentido para mim. E gosto muito dessa história porque ela tem uma coisa que ultrapassa a cozinha. Às vezes a gente experimenta alguma coisa do jeito que outra pessoa faz e não gosta. E imediatamente conclui que aquilo não é para nós. Só que talvez o problema não seja a experiência em si. Talvez seja a versão dela. Talvez falte alguma adaptação. Talvez a gente precise colocar um pouco da nossa personalidade no meio. Foi exatamente isso que eu fiz com a Pumpkin Pie.
Mas por que eu fui fazer uma Pumpkin Pie no Halloween?
Essa talvez seja a parte mais importante dessa história, porque a torta não entrou na minha vida simplesmente porque eu queria experimentar uma sobremesa americana. Ela entrou porque eu amo Halloween. E quando eu digo que amo Halloween, não estou falando apenas de fantasias assustadoras, monstros, sangue falso, caveiras ou casas mal-assombradas. Aliás, eu nem preciso dessas coisas para gostar da festa. Para mim, Halloween é uma coisa muito mais bonita do que isso. É festa. É alegria. É comemoração. É imaginação. É a possibilidade de, por algumas horas, abrir uma porta para uma realidade diferente daquela em que vivemos todos os dias. Eu amo fantasia, e talvez seja justamente por isso que o Halloween tenha um significado tão especial para mim. Fantasiar-se não é apenas colocar uma roupa diferente. É brincar com a ideia de que podemos ser outra pessoa, outro personagem, outra versão de nós mesmos. E isso, para mim, é mágico.
Eu consigo olhar para o Halloween e enxergar possibilidades. Talvez porque eu tenha essa relação tão forte com fantasia e com mundos imaginários. Eu gosto de histórias em que existem outras dimensões, outros mundos, personagens com poderes, criaturas fantásticas e regras diferentes das nossas. Gosto daquela sensação de abrir um livro, assistir a um filme ou entrar em um jogo e pensar: “E se eu pudesse viver ali?”. É uma espécie de porta. Por alguns instantes, a realidade fica maior do que aquilo que normalmente enxergamos. E talvez seja exatamente isso que o Halloween representa para mim: uma autorização para brincar com essa possibilidade. Uma noite em que ninguém precisa ser exatamente quem é todos os dias.
Halloween, para mim, é tão bonito quanto Natal
Pode parecer uma comparação estranha, mas eu realmente vejo uma beleza muito parecida entre o Natal e o Halloween. Não porque sejam festas iguais — obviamente não são — mas porque, para mim, as duas têm uma coisa muito importante em comum: elas reúnem pessoas. No Natal, a gente costuma se reunir com a família que a vida nos deu. Pais, mães, irmãos, filhos, avós, tios, primos… pessoas que chegaram à nossa história através dos laços familiares. É uma celebração muito ligada a pertencimento, memória e encontro. No Halloween, eu consigo enxergar uma outra espécie de família: aquela que nós escolhemos. Nossos amigos, vizinhos, colegas de trabalho, pessoas que conhecemos ao longo da vida e que, de alguma maneira, passaram a fazer parte dela. É uma reunião diferente, mas ainda é uma reunião.
E eu gosto muito dessa ideia de que não precisamos de uma fantasia macabra para celebrar o Halloween. Não precisamos transformar a festa em uma competição para ver quem consegue fazer a decoração mais assustadora ou a maquiagem mais horrível. Podemos simplesmente brincar. Podemos colocar uma roupa diferente, fazer uma maquiagem divertida, decorar a casa, preparar uma comida temática, assistir a um filme, reunir amigos, distribuir doces, contar histórias ou simplesmente entrar no clima. Halloween, para mim, não precisa ser sobre medo. Pode ser sobre imaginação. E existe uma liberdade enorme nisso.
Talvez seja por isso que eu goste tanto de pensar no Halloween como uma festa de possibilidades. Porque, durante o resto do ano, somos constantemente lembrados de quem precisamos ser. Precisamos ser responsáveis, produtivos, adultos, profissionais, mães, pais, filhos, parceiros, pessoas organizadas, pessoas que dão conta de tudo. No Halloween, existe uma pequena brecha para perguntar: “E se eu fosse outra coisa?”. E essa pergunta é maravilhosa. E se eu fosse uma bruxa? E se eu fosse uma personagem de fantasia? E se eu tivesse poderes? E se eu pudesse viver em outro universo? E se eu pudesse experimentar uma personalidade diferente por algumas horas? Não precisamos levar essas perguntas literalmente. Basta brincar com elas.
Talvez por isso eu goste tanto de Black Desert
Quem acompanha minhas maluquices sabe que eu gosto muito de Black Desert, aquele MMORPG em que você cria um personagem, escolhe uma classe, explora um mundo enorme, aprende habilidades e passa horas fazendo coisas que não têm absolutamente nenhuma obrigação de existir na nossa vida real. 😂 E talvez seja exatamente por isso que eu goste tanto.
Quando estou jogando, existe uma pequena sensação de que estou experimentando uma outra versão de mim. Eu posso olhar para aquele personagem e pensar: “Agora eu sou essa pessoa. Agora eu tenho essas habilidades. Agora eu vivo nesse mundo”. Eu sei perfeitamente que não sou uma personagem de MMORPG. Sei que não vou sair por aí lançando poderes, derrotando monstros ou atravessando um continente em cima de um cavalo mágico. Mas a graça está justamente em imaginar.
É isso que a fantasia faz com a gente. Ela permite que nossa cabeça visite lugares onde nosso corpo não pode ir. E eu acho isso uma das coisas mais bonitas que a imaginação humana consegue fazer. A gente cria mundos, personagens, histórias e possibilidades e, por alguns momentos, acredita neles o suficiente para sentir alguma coisa. Talvez o Halloween seja uma versão coletiva dessa brincadeira. É como se, durante uma noite, a gente dissesse: “Vamos brincar de ser outra coisa?”. E todo mundo entende a regra.
Por isso, quando penso em Halloween, não penso necessariamente em terror. Penso em liberdade criativa. Penso em poder escolher. Penso em fantasia. Penso em pessoas reunidas. Penso em decoração, música, comida, histórias e personagens. Penso naquela criança que ainda existe dentro da gente e que, apesar de todos os boletos, responsabilidades e problemas da vida adulta, ainda acha divertido imaginar que talvez uma porta secreta possa aparecer atrás de uma estante.
E aí entra a Pumpkin Pie
Agora talvez faça mais sentido entender por que aquela torta acabou se tornando tão especial para mim. Ela não é apenas uma sobremesa que eu faço porque é gostosa. Ela faz parte de um ritual que eu fui criando ao redor do Halloween. Eu gosto da ideia de preparar alguma coisa que tenha a cara da festa. Gosto do cheiro das especiarias tomando conta da cozinha. Gosto da torta ficando pronta. Gosto de colocá-la na geladeira e esperar. Gosto de colocar o chantili por cima. Gosto de olhar para ela pronta e pensar: “É Halloween”.
E isso me fez perceber que muitas das nossas tradições começam de maneira completamente despretensiosa. A gente não acorda um dia e decide: “Hoje vou criar uma tradição familiar que vai durar anos”. A gente simplesmente faz alguma coisa. Depois faz de novo. E mais uma vez. Até que, em determinado momento, aquilo já está associado a uma época do ano, a uma pessoa, a uma sensação. A comida deixa de ser apenas comida e passa a carregar memória.
Talvez daqui a alguns anos eu ainda esteja fazendo essa torta. Talvez alguém da minha família olhe para ela e pense imediatamente em Halloween. Talvez outras pessoas experimentem e também criem suas próprias versões. E isso é muito bonito. Porque tradições não precisam nascer perfeitas. Elas podem ser inventadas. Podem ser adaptadas. Podem começar com uma receita encontrada por acaso na internet e terminar fazendo parte da história de uma família.
A minha Pumpkin Pie não é exatamente a receita original — e esse é o ponto
Para deixar isso bem claro: a inspiração da minha torta veio da receita de Torta de Abóbora (Pumpkin Pie) da Rita Lobo, publicada no Panelinha. Foi aquela receita que eu usei como primeira referência para descobrir como era a famosa torta americana. A receita original utiliza abóbora japonesa e uma combinação específica de especiarias, além de orientar o preparo da massa e do recheio. Quem quiser experimentar a versão original pode conferir diretamente no Panelinha.
A minha versão nasceu depois disso. Eu uso moranga cabotiá, ajustei as especiarias para o meu paladar, não uso noz-moscada e finalizo com chantili. E existe uma coisa importante nisso: eu não acho que uma versão precise ser “melhor” do que a outra. São experiências diferentes. A receita original é a referência que me apresentou à Pumpkin Pie. A minha é a versão que nasceu depois que eu coloquei minhas preferências dentro dela.
É quase como uma música que alguém compôs e que outra pessoa canta de um jeito completamente diferente. A essência continua ali, mas a interpretação muda. E talvez seja isso que torne a cozinha tão divertida. A receita pode ensinar o caminho, mas quem cozinha decide como vai percorrê-lo.
E foi assim que uma torta americana ganhou um cantinho no meu Halloween
Hoje, quando chega o período de Halloween, eu já penso nela. Não preciso nem lembrar da receita. Ela simplesmente aparece na minha cabeça junto com a festa. E talvez isso seja o mais interessante de tudo: uma coisa que eu nunca tinha experimentado acabou se transformando em uma tradição que hoje tem significado para mim.
Se alguém me perguntasse alguns anos atrás qual era o gosto de Pumpkin Pie, eu não saberia responder. Hoje eu saberia. E provavelmente responderia falando da minha versão gelada, com moranga cabotiá, especiarias mais suaves, sem noz-moscada e com chantili por cima. 😂
Mas, mais do que explicar o sabor, eu provavelmente falaria sobre tudo o que veio junto.
Falaria sobre Halloween.
Sobre fantasia.
Sobre possibilidades.
Sobre a alegria de reunir pessoas.
Sobre a família que a vida nos deu e a família que nós escolhemos.
Sobre personagens.
Sobre mundos imaginários.
Sobre poder, por algumas horas, brincar de ser outra pessoa.
Sobre a sensação maravilhosa de olhar para uma festa e pensar que ela não precisa ser exatamente como todo mundo faz.
E talvez seja essa a razão pela qual eu gosto tanto de adaptar receitas. Porque existe alguma coisa muito bonita em pegar uma ideia que veio de outro lugar e perguntar: “Como seria se eu colocasse um pouco de mim aqui?”
Foi assim com a Pumpkin Pie.
E talvez seja assim com quase tudo que realmente importa.
Atrever-se também é criar a própria versão
Eu acho que essa é a parte que mais combina com o espírito do Atrevida. A gente fala muito sobre se atrever como se fosse necessário fazer alguma coisa enorme. Viajar sozinha. Mudar de carreira. Abrir um negócio. Aprender uma habilidade completamente nova. Tomar uma decisão gigantesca.
Mas se atrever também pode ser uma coisa muito menor.
Pode ser fazer uma receita pela primeira vez.
Pode ser experimentar um sabor que você nunca provou.
Pode ser admitir que não gostou.
Pode ser dar uma segunda chance.
Pode ser mudar um ingrediente.
Pode ser abandonar uma regra que não faz sentido para você.
Pode ser colocar chantili onde a receita não mandava colocar.
😂
E, principalmente, pode ser entender que fazer diferente não significa fazer errado.
A minha Pumpkin Pie começou com a receita da Rita Lobo. Eu precisava daquela referência porque não conhecia o prato. Mas, depois que descobri o sabor, fui encontrando o meu caminho. Troquei a abóbora pela moranga, ajustei as especiarias, tirei a noz-moscada, acrescentei chantili e descobri que, para mim, era exatamente assim que ela deveria ser.
Talvez o Halloween tenha me ensinado isso sem eu perceber: existem mais possibilidades do que aquelas que alguém nos apresenta primeiro.
Você pode vestir outra roupa.
Pode experimentar outro personagem.
Pode imaginar outro mundo.
Pode criar outra tradição.
Pode fazer outra versão.
Pode olhar para alguma coisa conhecida e perguntar: “E se?”.
E eu acho que essa pergunta é uma das portas mais bonitas que existem.
Para mim, Halloween é isso
No fim das contas, talvez seja por isso que eu veja tanta beleza no Halloween. Ele não precisa ser sombrio para ser especial. Não precisa ser macabro para ser divertido. Não precisa assustar ninguém para ter magia. Para mim, Halloween é festa. É alegria. É reunir pessoas. É escolher uma fantasia. É decorar a casa. É preparar uma comida diferente. É assistir a uma história fantástica. É brincar de ser outra pessoa. É lembrar que a nossa imaginação não desapareceu só porque crescemos.
No Natal, eu gosto da ideia de reunir a família que Deus nos deu. No Halloween, gosto da possibilidade de reunir a família que nós escolhemos: nossos amigos, vizinhos, colegas de trabalho, pessoas que entraram na nossa vida por caminhos completamente diferentes e que, em algum momento, passaram a fazer parte dela. São duas festas muito diferentes, mas que, para mim, carregam uma beleza parecida: a beleza do encontro.
E talvez a minha Pumpkin Pie seja justamente uma pequena representação disso. Ela veio de uma tradição americana, passou pela cozinha da Rita Lobo, chegou até mim, foi transformada pelos meus gostos e acabou virando parte do meu próprio Halloween.
É uma receita que atravessou lugares, pessoas e histórias antes de chegar à minha mesa.
E agora tem um pouquinho de mim.
Talvez seja isso que fazemos com tudo aquilo que amamos: recebemos, experimentamos, transformamos e devolvemos ao mundo com alguma coisa nossa.
Então, se você nunca comeu Pumpkin Pie, talvez experimente.
Se fizer a receita original, aproveite a experiência.
Se quiser adaptar, adapte.
Se gostar gelada, coma gelada.
Se quiser colocar chantili, coloque.
Se quiser criar uma tradição, crie.
E, se em algum momento você olhar para a sua própria vida e perceber que gostaria de experimentar uma versão diferente de alguma coisa, talvez faça a mesma pergunta que eu faço quando entro em um mundo de fantasia:
“E se?”
Porque, para mim, é justamente aí que começa a magia.
E é justamente aí que começa o Halloween.
Nas possibilidades. 🎃
Escrito por: Cinthia Lacerda com colaboração de Augusto (IA)
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